sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Pirilim Plim Plim

Quando escrevo sinto que tenho poder das palvras em minhas mãos, sinto que posso conhecer de modo profundo os seus porquês, seus significados, seus sentimentos. Quando escrevo olho nos olhos de cada letra e percebo o quão fantásticas elas são, capazes de ditar regras, criar leis, transmistir sonhos, reflexões, ou meros pensamentos que antes eram guardados em uma pequena gavetinha, até o momento em que a chave certa a abre, e as letras se despertam, criam vidas, criam frases, criam textos. Como é bom ter essa chave guardada perto de mim, como é bom guardar bem tudo aquilo que me faz bem, como é bom saber que essas letrinhas com a mágica certa criaram a palavra "guardar", é maravilhoso pensar que elas tiveram o poder de se unirem e se transformarem em tamanho siginificado. Afinal, guardo comigo tudo aquilo que é bom, guardo comigo tudo aquilo que consigo, e infelizmente não guardo tudo, pois minha memória fica ausente. Guardo os bons sentimentos, esses eu conheço muito bem, guardo as boas lembranças, as recordações do verões passados, as férias de inverno que passei viajando, o cinema que não tinha sido tão caro, os pulos que tinha dado quando tocava o despertador, as risadas de todas as manhãs, os cansaços da ginástica, a beleza dos passos de dança, o sonido do som de um sapeteado, as boas e ótimas gargalhadas daquela peça de teatro, aquele livro lido apenas em uma tarde chuvosa, aqueles milhões de filmes alugados para apenas um fim de semana, os brigadeiros de um sábado a tarde, a caminhada de uma manhã de domingo, o almoço com a família reunida, as fotos guardadas no armário, as noites longas ao telefone, aos noites estudando em claro, os dias entediantes porque tudo parecia ser uma rotina...
Guardo comigo tantas e tantas coisas, que fica dificil cita-las uma a uma, e como disse, quem me deu esse poder, foram as letras, as palavras e as frases. Minha mente nesse momento está livre, para guardar mais uma ação, mais uma atitude, mais uma lembrança, mais uma palavra.
Então, nesse momento sinto esse poder, o poder de poder dizer tudo, de poder repetir quantas vezes eu quiser, que o poder, é nada mais que o poder de saber utilizar muito bem as palavras, com as suas devidas mágicas.


Simples assim, um pó de pirilim plim plim :)




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